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Altar Santa Helena

Altar Santa Helena

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Ponte Romana

Ponte Romana

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Mosteiro S. João de Tarouca

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Várias - Salzedas

Várias - Salzedas

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Sabugueiro

Sabugueiro

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História da Casa do Paço

A Casa do Paço de Dalvares foi uma Honra criada no início da Monarquia. Nas Inquirições de Afonso III, drugstore bem estudadas por Almeida Fernandes, sick aparece designada como a Honra de Alvares ou Adalvares.
Adalvares, Alvares, Dalvares, foi uma quintã, uma honra antiga que manteve os seus privilégios ao longo dos séculos.


Uma “quintã” ou Paço, era o conjunto agro-económico formado pelo núcleo base que é a casa ou morada do senhor, nobre, de dois pisos, com escadas de pedra e diversas dependências, fechada sobre si mesma, neste caso em forma de quadrado, no centro do qual ficava um pátio; em volta uma zona vasta de terra que constitui a “reserva” do senhor, normalmente um terreno cercado, delimitado por muros.


Este é um espaço de administração directa do senhor, explorado pelos seus servos domésticos, mais tarde por jornaleiros, do qual o senhor recebe a totalidade do que se produz. A restante parte dos bens deste conjunto agro-económico, que se pode estender por terrenos mais ou menos distantes, vai ser dividida em talhões que vão ser entregues à exploração de famílias, mediante a celebração de um contrato enfitêutico.
O senhor mantém a posse plena da propriedade, e o usufruto desta fica para o rendeiro, foreiro ou emprazador, o qual tem que pagar uma renda ao proprietário ou senhor. Estes contratos eram diversos, consoante o acordo estabelecido: emprazamentos de uma vida, duas vidas ou de três vidas.


Os documentos consultados a partir do século XVI, reflectem a manutenção de uma estrutura agro-económica deste tipo que se mantém até aos anos 60 do séc.XX, a posse do conjunto das propriedades na mão de uma família nobre, que pelo seu estatuto “honra” a terra que possui, uma terra absoluta do nobre.


É, portanto, uma terra honrada, o que a torna imune em termos fiscais e jurídicos, e cuja existência era confirmada por direito consuetudinário. Ainda hoje perdura uma traição de que quem entrasse pelo arco que dava acesso à Casa do Paço e atravessasse uma pedra onde ainda há uma marca, como que uma pegada gravada numa pedra, ficava livre fosse qual fosse o crime cometido.