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Património Edificado

  • Arco de Paradela

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    Este pequeno monumento é um arco memorial do séc. XII, XIII, de granito, de volta inteira, e que, segundo fonte bibliográfica, existiam inicialmente 3 arcos, desaparecendo dois com o andar dos anos.

    Conta-se que quando o corpo do Conde de Barcelos estava a ser levado de Lalim para ser sepultado no Mosteiro de S.João de Tarouca, parou neste local, e em memória desse facto ali se erigiram os arcos.

    No entanto as opiniões sobre o arco de Paradela divergem de autor para autor: para uns, é um marco monumental que se ergueu para demarcar o limite do Couto do Mosteiro de S.João de Tarouca, para outros é um monumento funerário construído para o túmulo de Diogo Anes, que em 1175 (séc. XII) era o proprietário do terreno.

    Obs. – O topónimo de Paradela tem um sentido topográfico: uma subida difícil ao cimo da qual se pode descansar.
  • Casa do Paço

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    A Casa do Paço de Dalvares foi uma Honra criada no início da Monarquia. Nas Inquirições de Afonso III, bem estudadas por Almeida Fernandes, aparece designada como a Honra de Alvares ou Adalvares.
    Adalvares, Alvares, Dalvares, foi uma quintã, uma honra antiga que manteve os seus privilégios ao longo dos séculos.

    Uma “quintã” ou Paço, era o conjunto agro-económico formado pelo núcleo base que é a casa ou morada do senhor, nobre, de dois pisos, com escadas de pedra e diversas dependências, fechada sobre si mesma, neste caso em forma de quadrado, no centro do qual ficava um pátio; em volta uma zona vasta de terra que constitui a “reserva” do senhor, normalmente um terreno cercado, delimitado por muros.

    Este é um espaço de administração directa do senhor, explorado pelos seus servos domésticos, mais tarde por jornaleiros, do qual o senhor recebe a totalidade do que se produz. A restante parte dos bens deste conjunto agro-económico, que se pode estender por terrenos mais ou menos distantes, vai ser dividida em talhões que vão ser entregues à exploração de famílias, mediante a celebração de um contrato enfitêutico.
    O senhor mantém a posse plena da propriedade, e o usufruto desta fica para o rendeiro, foreiro ou emprazador, o qual tem que pagar uma renda ao proprietário ou senhor. Estes contratos eram diversos, consoante o acordo estabelecido: emprazamentos de uma vida, duas vidas ou de três vidas.

    Os documentos consultados a partir do século XVI, reflectem a manutenção de uma estrutura agro-económica deste tipo que se mantém até aos anos 60 do séc.XX, a posse do conjunto das propriedades na mão de uma família nobre, que pelo seu estatuto “honra” a terra que possui, uma terra absoluta do nobre.

    É, portanto, uma terra honrada, o que a torna imune em termos fiscais e jurídicos, e cuja existência era confirmada por direito consuetudinário. Ainda hoje perdura uma traição de que quem entrasse pelo arco que dava acesso à Casa do Paço e atravessasse uma pedra onde ainda há uma marca, como que uma pegada gravada numa pedra, ficava livre fosse qual fosse o crime cometido.

    A Casa do Paço de Dalvares foi uma Honra criada no início da Monarquia. Nas Inquirições de Afonso III, bem estudadas por Almeida Fernandes, aparece designada como a Honra de Alvares ou Adalvares.
    Adalvares, Alvares, Dalvares, foi uma quintã, uma honra antiga que manteve os seus privilégios ao longo dos séculos.

    Uma “quintã” ou Paço, era o conjunto agro-económico formado pelo núcleo base que é a casa ou morada do senhor, nobre, de dois pisos, com escadas de pedra e diversas dependências, fechada sobre si mesma, neste caso em forma de quadrado, no centro do qual ficava um pátio; em volta uma zona vasta de terra que constitui a “reserva” do senhor, normalmente um terreno cercado, delimitado por muros.

    Este é um espaço de administração directa do senhor, explorado pelos seus servos domésticos, mais tarde por jornaleiros, do qual o senhor recebe a totalidade do que se produz. A restante parte dos bens deste conjunto agro-económico, que se pode estender por terrenos mais ou menos distantes, vai ser dividida em talhões que vão ser entregues à exploração de famílias, mediante a celebração de um contrato enfitêutico.
    O senhor mantém a posse plena da propriedade, e o usufruto desta fica para o rendeiro, foreiro ou emprazador, o qual tem que pagar uma renda ao proprietário ou senhor. Estes contratos eram diversos, consoante o acordo estabelecido: emprazamentos de uma vida, duas vidas ou de três vidas.

    Os documentos consultados a partir do século XVI, reflectem a manutenção de uma estrutura agro-económica deste tipo que se mantém até aos anos 60 do séc.XX, a posse do conjunto das propriedades na mão de uma família nobre, que pelo seu estatuto “honra” a terra que possui, uma terra absoluta do nobre.

    É, portanto, uma terra honrada, o que a torna imune em termos fiscais e jurídicos, e cuja existência era confirmada por direito consuetudinário. Ainda hoje perdura uma traição de que quem entrasse pelo arco que dava acesso à Casa do Paço e atravessasse uma pedra onde ainda há uma marca, como que uma pegada gravada numa pedra, ficava livre fosse qual fosse o crime cometido.

    A Casa do Paço de Dalvares foi uma Honra criada no início da Monarquia. Nas Inquirições de Afonso III, bem estudadas por Almeida Fernandes, aparece designada como a Honra de Alvares ou Adalvares.
    Adalvares, Alvares, Dalvares, foi uma quintã, uma honra antiga que manteve os seus privilégios ao longo dos séculos.

    Uma “quintã” ou Paço, era o conjunto agro-económico formado pelo núcleo base que é a casa ou morada do senhor, nobre, de dois pisos, com escadas de pedra e diversas dependências, fechada sobre si mesma, neste caso em forma de quadrado, no centro do qual ficava um pátio; em volta uma zona vasta de terra que constitui a “reserva” do senhor, normalmente um terreno cercado, delimitado por muros.

    Este é um espaço de administração directa do senhor, explorado pelos seus servos domésticos, mais tarde por jornaleiros, do qual o senhor recebe a totalidade do que se produz. A restante parte dos bens deste conjunto agro-económico, que se pode estender por terrenos mais ou menos distantes, vai ser dividida em talhões que vão ser entregues à exploração de famílias, mediante a celebração de um contrato enfitêutico.
    O senhor mantém a posse plena da propriedade, e o usufruto desta fica para o rendeiro, foreiro ou emprazador, o qual tem que pagar uma renda ao proprietário ou senhor. Estes contratos eram diversos, consoante o acordo estabelecido: emprazamentos de uma vida, duas vidas ou de três vidas.

    Os documentos consultados a partir do século XVI, reflectem a manutenção de uma estrutura agro-económica deste tipo que se mantém até aos anos 60 do séc.XX, a posse do conjunto das propriedades na mão de uma família nobre, que pelo seu estatuto “honra” a terra que possui, uma terra absoluta do nobre.

    É, portanto, uma terra honrada, o que a torna imune em termos fiscais e jurídicos, e cuja existência era confirmada por direito consuetudinário. Ainda hoje perdura uma traição de que quem entrasse pelo arco que dava acesso à Casa do Paço e atravessasse uma pedra onde ainda há uma marca, como que uma pegada gravada numa pedra, ficava livre fosse qual fosse o crime cometido.

  • Capela Senhora das Necessidades

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    Templo de planta central de gosto romântico e recente edificação (séc. XIX), embora deva ter fundação medieval, incluída na cerca do antigo paço de Corujais, terá sido fundada por Luzio, Monteiro de D. Afonso Henriques, por invocação de Sta. Luzia.

  • Cristo Rei

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    Local de culto recente, nasceu do cumprimentos de uma promessa.
    Situa-se a meia encosta e virado a nascente, é um local aprazível e de admiráveis vistas.

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  • Igreja S. Pedro de Tarouca

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    A primeira referência documental a esta igreja data de 1163. Notícias posteriores comprovam que antes de 1258 possuía Colegiada e que em 1297 foi doada por D. Dinis ao Mosteiro de Salzedas. O templo que hoje se nos depara terá sido edificado entre os séculos XII e XIV.

    Diz a tradição que esta foi a sétima igreja a ser fundada em Portugal e que se encontra assentada sobre a igreja de Santa Maria, que ficava no interior do circuito amuralhado do antigo Castelo de Tarouca.
    Igreja românico-gótica, com alterações manuelinas e barrocas, é composta por uma nave com coro-alto, capela-mor mais baixa e mais estreita, e sacristia adossada ao lado Sul. Apresenta portas de arcos ogivais apoiados em colunelos com capiteis ornados com motivos zoomórficos e vegetalistas. Tem campanário de remate angular, de arco de volta perfeita na fachada lateral direita.

    No seu interior destaca-se a capela funerária manuelina, do século XVI, anapigráfica, sem estátua jacente e com restos de pintura representando Cristo, assente sobre quatro leões, na qual estará sepultado o 1º conde de Tarouca, D. João de Meneses.

    O trabalho de talha é do estilo nacional; forro, retábulo-mor e tribuna foram executados pelo imaginário Francisco Rebelo, em 1714, e apresentam semelhanças com o labor da Igreja de S. Martinho de Mouros.

    in: Itinerários Turistico-Culturais do Douro, Beira Douro

  • Igreja e Mosteiro de S. João de Tarouca

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    Situada no extremo sul-leste do concelho, dista cerca de sete quilómetros da cidade de Tarouca. É formada pelas povoações de Couto, Pinheiro, Vila Chã do Monte e Vilarinho.

    Em S. João de Tarouca implantou-se, no século XII, o primeiro mosteiro cisterciense em Portugal. Chamava-se ele de S. João de Barosa e também de S. João de Mondim, como se lê em documentos da época. Os monges claravalenses receberam grande apoio, embora interessado, da burguesia de Tarouca, juntando-se mais tarde as dádivas da nobreza, de tal modo que a igreja se tornou numa espécie de panteão de algumas estirpes e também da gente mais qualificada de Tarouca. D. Afonso Henriques concedeu carta de couto ao mosteiro em 1140, para compensar os frades do auxílio prestado na tomada de Trancoso aos mouros.

    A história da freguesia de S. João de Tarouca encontra-se intimamente ligada ao seu Mosteiro, enraizado na cultura das suas gentes e do concelho em geral.

    Numa terra onde ainda se guardam e praticam os segredos do fabrico caseiro de queijo de cabra, é a agricultura a principal ocupação dos seus habitantes. Cultivam-se os cereais (trigo, centeio e milho) e a batata. Em determinadas épocas do ano pesca-se a truta e o bordalo.

    Mosteiro de S. João de Tarouca
    Telef: 254 678 766

     

  • Mosteiro de Salzedas

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    A imponência do mosteiro surpreende-nos no meio do casario do pequeno burgo que se formou em seu redor. A igreja, de grandes dimensões, apresenta uma fachada setecentista, encontrando-se as torres laterais inacabadas devido à interrupção dos trabalhos aquando das invasões napoleónicas.

    O templo medieval sagrado, em 1225, possuía planta em cruz com três naves, um transceto saliente e aspecto excecional, tinha cinco capelas absidiais escalonadas. A mais pequena, do lado norte, ainda se conserva integralmente na sua silharia regular, possuindo planta semicircular e colunas adossadas pelo exterior. O absidíolo simétrico é visível ao nível das primeiras fiadas, sobre a escada de acesso aos dormitórios.

    As reformas dos séculos XVI, XVII e XVIII, destruíram a abside e absidíolos centrais e transformaram a igreja. Felizmente, as pilastras dos arcos das naves foram montadas no interior da estrutura primitiva e atualmente, depois de retirados os revestimentos, é possível observar em toda a sua primitiva dimensão, as abóbadas, as colunas, os capitéis singelamente decorados e os arcos quebrados primitivos. A capela-mor possui um cadeiral de pau-santo, da segunda metade do século. XVIII.

    Aos pés da igreja, inseridas nas paredes laterais, encontram-se várias pedras tumulares com epígrafes do século XV, destacando-se as do 1º Conde de Marialva, D. Vasco Coutinho, e sua mulher. A sacristia, coberta por abóbada de aresta assente em duas pilastras, conserva o mobiliário do século XVIII e alguns quadros alusivos da vida de S. Bernardo.

    A parte monástica regular desenvolve-se do lado sul num sábio aproveitamento do espaço, em articulação com o rio Torno que nesse flanco percorre o interior da cerca monástica.
    Os dormitórios, as alas da hospedaria, o refeitório, a celeiro, a farmácia e o grande jardim desapareceram depois da extinção do mosteiro.

    Restam dois claustros. O maior desenvolve-se ao longo da parede sul da igreja, no sitio do primitivo, possuía azulejos nas paredes e a sua traça segue um modelo clássico com arcos assentes em pilastras e galeria superior com janelas encimadas por frontões triangulares. Era o claustro regular, destacando-se a sala do Capítulo com azulejos nas paredes e teto em abóbada de aresta com o brasão de Cister no fecho. O claustro pequeno, a Oeste, encontra-se muito arruinado, restando pouco mais do que os arcos assentes em colunas toscanas. Sobre a porta de acesso à galeria superior, o brasão de Cister e a data de 1692.

    No espaço da cerca, em plano elevado, com acesso por escadas e patamares, a capela do Desterro, de planta hexagonal, possui painéis de azulejos alusivos à fuga do Egipto.

    Mosteiro de Santa Maria de Salzedas
    Telef:
    254 677 458

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  • Ponte e Torre da Ucanha

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    Percorrido pelo Rio Varosa, que aqui nasce, o concelho de Tarouca apresenta, a unir as margens do seu principal curso de água, várias pontes de origem medieval, em locais de grande beleza paisagística.
    A mais notável é sem dúvida , a ponte de Ucanha, cujas origens remontam, provavelmente, ao período romano. A prova da sua antiguidade é ser citada como antiga já antes de 1146, na carta de doação de Gouviães por D. Afonso Henriques o seu Monteiro-Mor, Paio Cortês.

    Contudo no Séc. XII, foi construída na testa da margem direita ( onde hoje é a povoação de Ucanha, então chamada " vila " da Ponte, sendo Ucanha o sítio que aí se começou a povoar), um arco provido da sua porta, e , sobre ele, um edifício para armazenar as portagens cobradas nesse arco pelo senhorio do couto ( o mosteiro de Salzedas desde 1155-1156 ) aos que nele entravam, seguindo a via romana, sendo esta uma importante via para Lamego, pelo que ali se fixou uma população de funcionários encarregados da cobrança dos valores da portagens, sendo construídas instalações e casas.

    A Torre é de base quadrada, com três andares. Por baixo da Torre, na própria construção, deixou-se um arco abobadado que dá passagem da vila para a ponte. Na face da torre, do lado da vila, e à direita, vê-se uma inscrição um tanto desgastada na qual ainda se pode ler " Esta obra mandou fazer D. Fernando abad ..." inscrição que está gravada numa espécie de " edicula ", e cortada verticalmente por um báculo abacial. O abade D. Fernando de que aqui se trata, governou Salzedas de 1453 a 1474, espaço temporal em que a torre foi reconstruída.

    A parte inferior da torre, assim como o arco de volta inteira e túnel de passagem, têm toda a expressão de uma edificação românica do século XII.

    A ponte na sua primitiva estrutura de torre com um só piso, funcionou com o imposto de barreira ou portagem. Documentos de 1315 e 1318 determinam a obrigatoriedade da passagem na ponte e o respectivo pagamento, prática que só veio a ser abolida no reinado de D. Manuel I , no ano de 1504.
    Não restam dúvidas da importância desta via de passagem desde a antiguidade. Por sua causa travou-se de 1310 a 1320 acesa e longa questão, em que intervém o antigo concelho de Castro Rei - Tarouca - que sempre desejou e obteve embora temporariamente passagem pela Vila, tendo como opositores o mosteiro de Salzedas que defendiam a obrigatoriedade da passagem pela ponte e torre de Cucanha sobre o Rio Varosa.

    Ponte e Torre de Ucanha
    Telef: 254 670 329