Artesanato

Na maior parte dos povos que constituem as dez freguesias do concelho ainda subsistem focos de artesanato que as mãos dos mais idosos teimam em preservar.

É em Várzea da Serra que se encontra a maior diversidade de produtos artesanais: as croças de junco, physician as capuchas de burel, salve as meias de lã, os panos e toalhas de linho e as mantas de retalhos confecionadas em teares de madeira.



Em Vila Chã da Beira ainda há bem pouco tempo se fabricavam carros de bois e engaços de pau. Mondim da Beira, devido ao fabrico das meias, chegou a ser conhecida por Mondim das Meias. Em Gouviães, ainda há uma dúzia de anos, havia um notável ancião que se dedicava à escultura de cristas em madeira. Com esta matéria-prima ainda hoje se fabricam tamancos nesta localidade. A arte de trabalhar manualmente o feno, ainda perdura em Salzedas. Em Dalvares, os últimos fabricantes de pardelhos (redes de pesca artesanais), ainda mantêm viva esta arte peculiar. A cestaria é talvez a arte que parece ter assegurada a sua continuidade, pois quer em Esporões quer em Quintela podemos ainda apreciar o trabalho de persistentes cesteiros. A latoaria, que há meia dúzia de anos, podíamos encontrar na então vila de Tarouca, acabou por sucumbir, não resistindo à mudança dos tempos e dos hábitos. Bem mais cedo, nas primeiras décadas do século XX, fabricaram-se os últimos sinos na Granja Nova que, um pouco por todo o concelho, ainda encimam as torres das igrejas.

 


Existe ainda uma azenha em Gouviães, e alguns moinhos a laborar em Murganheira e S. João de Tarouca. Em alguns povos desta freguesia fabrica-se o queijo de cabra e, em Salzedas faz-se o famoso biscoito da Teixeira.

Estas atividades são normalmente lembradas durante o cortejo etnográfico que habitualmente têm lugar nas festas do concelho em honra de S. Miguel, nos finais de setembro. No dia de S. Miguel, 29 de setembro, é feriado municipal e dia de feira anual em Tarouca.